218. Duvidando da Promessa

II Pedro 3.3,4

DUVIDANDO DA PROMESSA

Introdução

  1. Há algum tempo, um renomado escritor lançou um livro que analisa o comportamento humano, cada vez que ocorrem acontecimentos dramáticos no mundo ou cada vez que o calendário vira em cada século ou milênio. O estudo mostra que, nessas ocasiões, muitas pessoas ficam dizendo que o mundo vai terminar e que Jesus Cristo está às vésperas de sua volta, para logo em seguida mudarem essa opinião. O resultado dessas reações é que as profecias sobre o fim do mundo e as promessas sobre a volta de Jesus acabam caindo em descrédito.
  2. Comentando esse livro e seu respectivo estudo, um articulista escreveu então sua conclusão. Referindo-se a essas pessoas, ele escreveu: “Uma raça de bobos – é nisso que a humanidade se transforma sempre que o calendário aponta para os últimos anos de cada século”. Falando exatamente sobre as consequências de o tempo passar, as profecias não acontecerem e as promessas não se cumprirem, o apóstolo Pedro se antecipou dizendo que essas serão as reações. Ele disse: “Nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.”.

Desenvolvimento

  1. Não posso negar que muitas pessoas sempre estão se enganando e enganando outros sempre que associam o fim do mundo com acontecimentos dramáticos na natureza ou quando há mudança de calendários.

1.1. É assim sempre que ocorrem tsunamis, furacões, terremotos, pragas, guerras, enchentes, secas, terrorismo e assim por diante. Pessoas que se acham no centro desses eventos e sofrem seus efeitos ficam assustadas, amedrontadas, aterrorizadas, experimentando realmente um sentimento apocalíptico. Outras pessoas que estão de longe, precipitadamente usam os eventos para gerar comoção e sensibilidade, objetivando levar pessoas a se converterem ao evangelho.

1.2. Foi assim quando ocorreu a virada do primeiro século, do primeiro e do segundo milênios. Foi assim quando interpretaram o Calendário Maia, ouviram do fenômeno do alinhamento dos planetas e souberam da queda de muitos meteoros em alguns lugares do planeta. Foi assim quando leram os textos de Nostradamus e cunharam a conhecida frase “de mil passará, mas a dois mil não chegará”. Essas datas e ocasiões foram usadas arbitrariamente para cronometrar o fim do mundo e a volta de Jesus Cristo, gerando como consequência mais descrédito ainda.

  1. Embora Jesus Cristo tenha apresentado uma lista de sinais que antecederão o fim do mundo e a sua volta, relacionando guerras, fome, pestes, terremotos, maremotos, violência, alterações no cosmos – esses sinais sempre existiram desde o primórdio dos tempos e continuarão naturalmente a acontecer. Eles ocorrem periodicamente e são consequências naturais do ajustamento das camadas da crosta terrestre, das alterações climáticas, do desiquilíbrio no ambiente, das leis do universo e da maldade humana. O detalhe que Jesus introduziu em sua profecia é que haverá uma geração específica quando todos esses fenômenos ocorrerão ao mesmo tempo, de uma só vez, num cataclisma universal. Esta intepretação está nas palavras de Jesus Cristo: “Em verdade vos digo que não passará essa geração sem que todas estas coisas aconteçam” (Mateus 24:34).
  2. Mais ainda: Jesus Cristo teve o cuidado de advertir que não haveria como prever uma data no calendário humano, situando esses acontecimentos derradeiros. Ele foi muito claro e incisivo, declarando: “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai” (Mateus 24:36). Realmente não podemos negar que são tolos todos aqueles que se deixam levar por alguém que fixa uma data. O detalhe diferenciador que irá ocorrer na aludida última geração não é a descoberta de uma data, mas o irrompimento simultâneo de acontecimentos dramáticos universais.

Conclusão

Embora os escarnecedores usem a contagem do tempo que passa e da ausência do cumprimento de profecias e promessas, para provar que tudo foi engodo, o tempo só tem peso para nós, os seres humanos, que temos dias limitados para viver neste mundo e partir para a eternidade. Deus não está condicionado ao tempo e à contagem das horas, dias, semanas, anos, décadas, séculos e milênios. Deus é eterno. Como também disse o apóstolo Pedro: “Para Deus um dia é como mil anos e mil anos como um dia” (II Pedro 3.8). Por isso, tenham certeza: haverá uma geração quando tudo vai acontecer ao mesmo tempo, o mundo vai terminar e Jesus vai voltar.