169. Relacionamento Cristão

II Timóteo 2.24-26

RELACIONAMENTO CRISTÃO

Introdução

  1. Um dos assuntos cada vez mais  salientado em variados ambientes, onde as pessoas vivem e convivem umas com as outras, é a capacidade que devem desenvolver nos inter-relacionamentos. Significa que embora uma ou outra pessoa tenha tendência espontânea para a cordialidade, a gentileza, o apreço, a bondade, o respeito, a atenção, parece que a maioria das pessoas não age assim. Esta realidade pode ser comprovada nas estatísticas que são divulgadas sobre conflitos que ocorrem no ambiente profissional das empresas, no ambiente das salas de aula nos colégios, no ambiente familiar entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs, nos ambientes sociais de lazer e festividades e assim por diante.
  2. Considerando que a maioria dessas pessoas não teria formação ética de influência cristã, mas teriam o comportamento moldado apenas por pressões sociais, divergências culturais, valores egoístas, atitudes competitivas, busca de promoções pessoais, alcance de alvos propostos – os conflitos interpessoais seriam justificáveis. Assim e apesar da influência de outras motivações éticas, oriundas da formação cultural e filosófica, o que mais tem prevalecido na sociedade é o egoísmo, a competição, a rivalidade, as expressões de violência física, verbal e moral.
  3. Em outras palavras, esses fatos não estariam presentes no ambiente das igrejas cristãs, onde os fiéis teriam formação com base nos ensinos da tradição judaico-cristã, expostos nas páginas da Bíblia, principalmente os ensinos de Jesus Cristo e dos seus apóstolos. Os cristãos, em seus variados ambientes onde se relacionam uns com os outros, inclusive nas comunidades religiosas, seguiriam os ensinos da “mutualidade espiritual” sugeridos em expressões tais como “amai-vos uns aos outros”, “perdoai uns aos outros”, “saudai uns aos outros”, “aceitai uns aos outros”, “acolhei uns aos outros”, “sirvam uns aos outros” e assim por diante.

Desenvolvimento

  1. Infelizmente, todavia, a realidade nos dias das igrejas primitivas, das igrejas em variados períodos da história e na atualidade retrata também dificuldade em colocar em prática os ensinos de Jesus Cristo e dos apóstolos, afetando os inter-relacionamentos pessoais.
  2. Escrevendo a Timóteo, um dos líderes cristãos da época, o apóstolo Paulo faz recomendações que tratam desses comportamentos. No texto referido, ao dar primazia à atitude de não contender, isto é, não entrar em contendas de qualquer tipo, Paulo sugere mansidão ao líder como prioridade no tratamento das questões, inclusive se houver resistências.
  3. É interessante frisar a postura do líder porque, na perspectiva psicossocial, os demais liderados observam como o líder se comporta e tem por costume ou hábito seguir o modelo observado. Não era sem motivo que Jesus dizia “Aprendei de mim” e Paulo prosseguia com a ideia, escrevendo “Sede meus imitadores, como sou de Cristo”. Em outras palavras, por razões psicossociais, além de razões espirituais, muito do comportamento esperado que os fiéis tenham em seus relacionamentos virá também do exemplo que observam em seus líderes.
  4. Se o ambiente cristão de algumas igrejas no primeiro século ou de outras igrejas ao longo dos séculos não foi visivelmente integral de “mutualidade espiritual”, o desafio de nossa geração de crentes é mostrar a viabilidade de um relacionamento interpessoal fraterno, evidenciando que a proposta de Jesus Cristo e dos seus apóstolos não é uma utopia desmascarada por nossa carnalidade ou pelo modelo secular de convivência, à luz do que ocorre na sociedade ao redor e do que já foi registrado na história do Cristianismo. As palavras de Jesus Cristo dizendo “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” devem produzir resultados no coração dos líderes e dos liderados, participantes de uma igreja verdadeiramente cristã.

Conclusão

Se nos mais variados ambientes onde ocorrem relacionamentos interpessoais são solicitadas atitudes de colaboração, união, apoio, suporte, altruísmo, comunicação, evitando conflitos e mal-entendidos, vamos estender e praticar a importância dos relacionamentos interpessoais no ambiente das igrejas cristãs, para que o exemplo de Jesus Cristo fale mais alto através do nosso comportamento fraterno.