82. O Testemunho Evangelístico

Isaías 43.10; Atos 1.8

O TESTEMUNHO EVANGELÍSTICO

Introdução

  1. Em termos de evangelização, por mais que os métodos evangelísticos se multipliquem para que mais e mais pessoas se tornem crentes em Jesus Cristo, o testemunho pessoal continua sendo o que mais produz resultados autênticos e duradouros. Reconhecemos a importância da evangelização feita através do pregador no púlpito da igreja, assim como nos ginásios esportivos e estádios de futebol, método conhecido como evangelização de massas, as pesquisas feitas mostram que também o maior número de conversões ocorre através dos relacionamentos, quer sejam individuais, quer sejam nos lares.
  2. Por isso, podemos perceber claramente o motivo pelo qual Deus disse através do profeta Isaías que as pessoas do seu povo seriam suas testemunhas diante de outros povos e Jesus Cristo entregou nas mãos dos discípulos a tarefa de serem suas testemunhas. Juntando os dois textos, facilmente podemos inferir que, em nossos dias, os crentes são as melhores testemunhas da fé em Deus através de Jesus Cristo, mediante o arrependimento de pecados, para que mais e mais pessoas tenham uma nova vida e a salvação eterna.

Desenvolvimento

  1. Comecemos pelo exemplo dos primeiros discípulos. Por mais que Jesus Cristo pregasse para as multidões que se ajuntavam, segundo o evangelho de João, foi o testemunho de João Batista que gerou a conversão de André, foi o testemunho de André que gerou a conversão de Pedro e foi o testemunho de Filipe que gerou a conversão de Natanael (João 1.35-51). Esse ato de uma pessoa testemunhar para outras pessoas continuou sendo praticado, inclusive com Jesus Cristo evangelizando Nicodemos, Zaqueu, Maria Madalena, o Cego de Nascença, o endemoninhado de Gadara, o Centurião romano e culminou com as palavras dele aos apóstolos, quando se despediu deles, determinando que fossem suas testemunhas.
  2. Prestem atenção no episódio vivido por Filipe ao evangelizar o etíope, no caminho de volta de Jerusalém. Filipe estava pregando para multidões, mas o Espírito Santo lhe disse para ir a uma estrada deserta, onde o etíope iria passar, precisando ter sua salvação eterna. Ao vê-lo passar em sua carruagem, lendo a Bíblia, Filipe perguntou se estava entendendo o que lia e a partir daí começou a testemunhar sobre Jesus Cristo (Atos 8.26-40)
  3. Observem também o estilo de evangelização do apóstolo Paulo. Assim como pautava sua estratégia em ir às sinagogas e às praças públicas, onde havia muitas pessoas reunidas, também usou o testemunho pessoal. Diante do Rei Agripa, disse: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial. Antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco e em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia, e aos gentios, que se emendassem e se convertessem a Deus, fazendo obras dignas de arrependimento. Por causa disto os judeus lançaram mão de mim no templo, e procuraram matar-me. Mas, alcançado socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço, dando testemunho tanto a pequenos como a grandes não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer, e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios” (Atos 26.19-23).
  4. O que legitima e faz com que o testemunho pessoal seja o mais eficaz método de evangelização é o fato de ser resultado de uma experiência pessoal com Jesus Cristo, tais como a própria conversão, os milagres experimentados, os problemas resolvidos, os pecados perdoados, a vitória nas lutas, a superação de crises, o alívio nas tribulações e angústias, a alegria interior diante das tristezas circunstanciais, a certeza da salvação eterna.
  5. A maneira de dar o testemunho pessoal pode variar de pessoas para pessoa, de motivação para motivação e de circunstância para circunstância, mas existe um modelo padrão que pode ser usados didaticamente, na unção do Espírito Santo. Esse modelo consiste, resumidamente, nas seguintes atitudes: a) compartilhe quem você era antes de conhecer Jesus Cristo (seu estilo de vida, sua maneira de pensar, suas crenças, seus objetivos); b) diga como você começou a ser crente em Jesus Cristo (seu primeiro contato, pessoas que lhe evangelizaram, suas dúvidas, suas perguntas, sua decisão); c) compartilhe como você está na atualidade em termos espirituais ( seus sentimentos, seus pensamentos, suas crenças, suas bênçãos, suas expectativas futuras e eternas).

Conclusão

Seja em seus relacionamentos familiares e sociais, seja no exercício de suas atividades profissionais, seja na estratégia da igreja em ir de casa em casa, Deus sempre estará dando a você a ocasião de ser uma testemunha. Nessas ocasiões, faça a transição dos assuntos esportivos, políticos, financeiros, profissionais, estudantis (que sempre ocorrem naturalmente) para o assunto religioso que lhe proporcione a oportunidade de testemunhar de Jesus Cristo, sempre em atitude de oração, moderação e respeito.