81. Influência Pessoal na Evangelização

João 1.35-45

INFLUÊNCIA PESSOAL NA EVANGELIZAÇÃO

Introdução

  1. Podemos conceituar influência pessoal como a capacidade de afetar, direcionar e moldar outras pessoas que façam parte de nosso círculo social. Não deve ser confundida com imposição ou manipulação de pessoas, que são formas de abusos em um relacionamento, desrespeitando a liberdade e os direitos do outro.
  2. Quando ocorre influência pessoal, suas bases são confiança, verdade,  motivos corretos e os objetivos nobres. Suas principais ferramentas são a comunicação assertiva, o exemplo necessária e a escuta sincera. Ela acha oportunidades no ambiente familiar, nas relações escolares, nas amizades construídas, no local de trabalho, nas ocasiões de lazer, nos encontros religiosos.
  3. O texto bíblico mostra exemplos de influência pessoal exercida por João Batista, André, Filipe que teve como objetivo fazer com que pessoas acreditassem em Jesus Cristo como Senhor, Salvador e Mestre. Com base nesse modelo de evangelização, foi dado início à primeira igreja cristã que surgiu na face da terra.

Desenvolvimento

  1. O texto começa mostrando a influência de João Batista sobre as multidões que iam até ele, motivadas por sua aparência física, pelas exigentes palavras que dizia e pela atitude praticar o batismo de arrependimento como base para uma religião verdadeira. Por mais que tenha se tornado um líder na época e na região, a partir de um determinando momento começou a influenciar pessoas para que acreditassem em Jesus Cristo, a fim de que realmente pudessem viver uma experiência religiosa autêntica. Sua expressão mais persuasiva era: “Eis o Cordeiro de Deus”. Chegou ao clímax quando, mais tarde disse: “Importa que ele cresça e eu diminua” (João 3.30).
  2. André revela em sua atitude de influenciar pessoas um impressionante interesse por levar seus familiares a Jesus Cristo, como consequência imediata de sua própria experiência. Na primeira oportunidade que teve, compartilhou com seu irmão Pedro que finalmente a promessa da vinda do Messias havia acontecido. Sem nenhuma dúvida, foi categórico diante do seu irmão: “Achamos o Messias”.
  3. Filipe era um homem muito bem relacionado socialmente. Exercia natural influência pessoal sobre os amigos e conhecidos. Ao ter a oportunidade de se dirigir a Natanael, mesmo sabendo do seu perfil duvidoso e quase incrédulo, foi direto em seu testemunho, declarando que os estudos que faziam nos escritos de Moisés e dos profetas finalmente encontravam em Jesus Cristo o cumprimento das promessas. Foi incisivo: “Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José”. Diante da dúvida, concluiu: “Vem e vê”. Isto é, experimente você mesmo e comprove.
  4. Os estudos sobre os melhores resultados quanto à evangelização já mostraram que a influência pessoal é incomparável. Em todas as igrejas que estão crescendo podemos encontrar pessoas que usaram a influência pessoal para levar familiares, vizinhos, amigos, colegas, conhecidos a terem uma experiência espiritual com Jesus Cristo. Em todas as igrejas que estão crescendo podemos encontrar pessoas que poderiam mencionar outras pessoas que exerceram influência para que elas se tornassem crentes, citando um familiar, um parente, um vizinho, um amigo, um colega de escola ou trabalho.

Conclusão

A evangelização através do púlpito, das visitas de casa em casa, da entrega de folhetos e convites nas ruas, das concentrações em ginásios e estádios são meios que continuam sendo usados e apresentando resultados. Todavia, a evangelização através da influência pessoal é incomparável, inclusive em nosso tempo através das redes sociais, que se caracterizam pela oportunidade de reunirem milhares de seguidores, para quem podemos e devemos declarar que Jesus Cristo perdoa pecados, conforta nas tribulações, proporciona paz ao coração, concede alegria na alma, liberta do mal e dos vícios e garante a vida eterna.