I Coríntios 7.13-16
MARIDOS OU ESPOSAS SEM SALVAÇÃO
Introdução
- Um dos fenômenos existentes nas igrejas cristãs, desde o seu início, diz respeito à participação de casais em que o marido e a esposa sejam integrados. Infelizmente, as relações de membros mostram que, às vezes, há maridos que não são crentes e, às vezes, há esposas que não querem participar da igreja. São casais que na maioria das vezes tem relacionamentos estáveis, tem conta bancária conjunta, pensam igual quanto à criação dos filhos, dividem as tarefas da casa, porém entendem que não são obrigados a terem a mesma religião e nem a irem à mesma igreja. Basta considerar os dados do IBGE quando informam que várias pessoas se declaram sem religião, algumas declaram pertencer a religiões não cristãs e outras afirmam ser ateístas.
- Numa visão antecipada dessa situação nas igrejas, Jesus Cristo chegou ao ponto de falar até mesmo em antagonismo entre casais e familiares, a propósito de crerem ou não crerem, chegando até mesmo a gerar divisão interna nos lares. Ele disse antecipadamente: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mateus 10.34-37). Por extensão, também divisão religiosa entre casais.
Desenvolvimento
- Na carta que escreveu aos cristãos da igreja na cidade de Corinto, o apóstolo Paulo incluiu responder algumas perguntas sobre casamento e vida familiar, o que fez ao longo do capítulo 7. A certa altura, o assunto sobre essa situação de maridos ou de esposas que não participava da igreja foi tratado.
1.1. Embora no primeiro momento o assunto tenha girado em torno permanecerem ou não no casamento, quando o apóstolo aconselhou que ficassem juntos, mesmo não sendo da mesma igreja, ele chegou ao momento quando incluiu também o assunto da salvação eterna. Fez duas perguntas incisivas: “De onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”.
1.2. Algumas hipóteses poderiam explicar as razões das duas perguntas. Não tendo o marido ou a esposa na igreja, esses crentes estavam deixando a desejar quanto à frequência aos cultos, entrega dos dízimos e ofertas, participação nas atividades. Pior ainda: estariam justificando estas atitudes no fato do marido ou da esposa não serem crentes. Vocês podem imaginar a cena. Um deles dizendo: “Ah! apóstolo, bem que eu queria vir mais à igreja, entregar minha contribuição, participar das atividades, mas meu cônjuge não é crente. Então, estou orando por ele, por ela. Acredito que vai se converter. Vou esperar até que juntos nós participemos da igreja e, juntos, teremos a salvação eterna". Estariam deixando de viver uma vida espiritual plena na igreja e estariam se esquecendo do que Jesus Cristo já havia predito.
1.3. Nessa hora, o apóstolo foi incisivo com as perguntas racionais. “Como sabes, ó marido, que salvarás tua mulher? Como sabes, ó esposa, que salvarás teu marido?”. Em outras palavras: “Se você ficar esperando por seu cônjuge, ele ou ela talvez nunca se torne crente e você nunca fará a vontade de Deus em sua vida”.
- À luz dessa verdade bíblica, vamos então esclarecer melhor. Por mais que Deus queira salvar família e Jesus queria abençoar casais, também existem casais e familiares que realmente nunca irão se converter e você vai perder seu tempo e oportunidades se ficar esperando pelo marido, pela esposa, pelos filhos, pelos pais.
2.1. Nunca esqueçam o fato que ocorreu com Ló e sua família. Mesmo sendo avisados da destruição que viria, sua esposa e seus genros não quiseram ser salvos. Eles não quiseram a salvação. Então Ló e as duas filhas buscaram a salvação sozinhos.
2.2. Não esqueçam também o caso de Loide e Eunice. Por mais que Loide tenha e educado Eunice na fé cristã e Eunice tenha educado Timóteo nos caminhos do Senhor, ela não tem mencionado os nomes de seus maridos como participantes das suas respectivas igrejas. Eram apenas elas nas igrejas.
Conclusão
Quando a Bíblia ensina a paciência para que o marido e a esposa esperem a conversão do cônjuge, não é para esperar em casa sem participar dos cultos, não é para adiar a entrega das contribuições e nem é para se negar a trabalhar na igreja, esperando que um dia possam fazer tudo isto juntos e juntos possam ir para o céu. Pelo contrário, o que Jesus quer que você faça é exatamente o contrário, isto é, demonstrar seu amor maior a Jesus. Entenda: tudo pode ser importante na sua vida conjugal: ajustamento, casa, dinheiro, filhos, ato conjugal, mas a sua salvação eterna é ainda mais importante, pois “cada um dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14.12).














