48. Notícias Sobre Um Jovem

II Samuel 18.19, 20

NOTÍCIAS SOBRE UM JOVEM

Introdução

  1. Este versículo reproduz a última notícia que seria dada sobre o jovem Absalão. Desde quando ele iniciara a sua juventude, várias notícias corriam a seu respeito. Se naquela época existissem jornais, revistas, rádio, televisão e mídias sociais teriam divulgado: “O jovem Absalão se revoltou contra seu pai”. “O jovem Absalão abusou sexualmente da esposa do seu pai”, “O jovem Absalão mandou matar seu irmão”, “O jovem Absalão está roubando o lugar do seu pai na sociedade”.
  2. Se pensarmos bem, em nossos dias, as notícias que são dadas pelos jornais, revistas, rádio, televisão e mídias sociais não são muito diferentes. Embora tenham sido notícias desta semana, elas se repetem em qualquer época do ano, em vários lugares: “Jovem foge para não ser preso”, “Jovem se revolta contra a família”, “Jovem é morto tragicamente em briga de rua”, “30% dos acidentes de carro foram causados por jovens embriagados”, “De 16 mil entrevistados entre 11 a 24 anos, mais de 50% consomem álcool com frequência”, “187 jovens entre 19 e 26 anos são presos a cada dia”, “10% dos jovens entrevistados usam ou usaram drogas”, 37,5% de vítimas de mortes violentas por uso de álcool era de 21 a 30anos.

Desenvolvimento

  1. Pensando especificamente sobre o jovem Absalão, a última notícia que ia ser dada sobre ele era a sua morte, quando ele ficou preso pelos cabelos entre os galhos de uma árvore, na batalha que iniciara contra seu pai Davi. Vários soldados ao vê-lo nessa situação de total fragilidade, chegaram com lanças e o feriram mortalmente. A batalha foi encerrada e a notícia da vitória também iria ser dada a Davi, mas a morte do filho produziu muita tristeza no coração do pai, que dizia desesperado, em pranto: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho, Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho” (II Samuel 18.33).
  2. Com desespero e tristeza semelhantes, muitos pais em nossos dias querem entender os motivos pelos quais seus filhos são mortos prematuramente, são levados pelas drogas, são arrastados pela prostituição, são presos por criminalidade, são seduzidos pelas ideologias ateístas, são revoltados contra a família e se tornam notícias trágicas nos meios de comunicação e nas mídias sociais.
  3. Os estudiosos costumam levantar as seguintes causas sociais: ausência de formação de valores, facilidades para uso de álcool e drogas, maior divulgação da pornografia, aliciamento por parte dos traficantes, carência afetiva da atenção de pais, aumento do desemprego, músicas frenéticas nos shows, influência de maus amigos, baixa tolerância a frustrações na vida, predisposição genética ou biológica. A essas causas levantadas, não se pode esquecer a falta de temor a Deus, a falta de conversão religiosa e a falta de espiritualidade.
  4. Como consequência das causas sociais, os especialistas recomendam: maior participação dos pais, melhor educação escolar, aperto na legislação, policiamento ostensivo, aumento das oportunidades de emprego, tratamentos psicológicos. Essas recomendações tem seu valor, todavia o que realmente tem feito diferença na vida de muitos jovens é a experiência com Deus, através de Jesus Cristo, mediante a pregação do evangelho que produz conversões. O que tem sido constatado na vida de muitos jovens é que só Jesus Cristo pode evitar a vida pecaminosa, que só Jesus Cristo pode recuperar os que já estão perdidos e só Jesus Cristo pode gerar mudança no estilo de vida.

Conclusão

  1. Não sei quais notícias que a pregação do evangelho teria feito na vida do jovem Absalão, inclusive porque naquela época a mensagem cristã ainda nem existia. Mas sei quais notícias tem sido divulgada na vida de jovens de nosso tempo. Notícias que dizem, por exemplo, em O Jornal Gazeta do Povo publicando artigo com o seguinte extrato: “Jovens frequentam igrejas, redescobrem a oração, procuram direção espiritual e manifestam curiosidade sincera por temas espirituais. Não se trata de nostalgia nem de modismo. Trata-se de busca. A conversão – termo frequentemente mal compreendido – não significa apenas aderir formalmente a uma religião. Em sentido profundo, é mudança de direção. Converter-se é reconhecer que a vida não pode ser reduzida à soma de desejos imediatos, ao consumo ou à busca de prestígio social. Trata-se de um movimento interior que exige rever prioridades, reorganizar a própria existência e orientar o coração para algo maior do que o próprio ego” (https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/carlos-alberto-di-franco/conversao-jovens-revolucao-silenciosa/).