Lucas 19.41
JESUS DIANTE DAS CIDADES
Introdução
- Não se pode negar que a reação de Jesus Cristo diante de Jerusalém tinha como pano de fundo a história dessa cidade no projeto de Deus para com o povo de Israel. Jerusalém era a capital de Israel, sendo considerada a Cidade de Deus devido ao seu papel na história sagrada. Havia se tornado o centro de adoração a Deus e nela foi construído o templo, aonde o povo ia para prestar culto. A Torá, conjunto dos cinco primeiros livros do Velho Testamento, ordenava a peregrinação do povo em datas festivas, como Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos. Por isso, de todas as cidades de Israel, Jerusalém era cidade que Jesus Cristo mais queria ver salva, recebendo-o como Senhor, Salvador e Mestre. Nesse objetivo, Jesus disse: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Agora a casa de vocês ficará completamente abandonada. Eu afirmo que vocês não me verão mais, até chegar o tempo em que dirão: Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!” (Mateus 23.37-39 – NTLH).
- Todavia, também não podemos negar que o projeto de evangelização realizado por Jesus Cristo incluiu outras cidades. Em Mateus 11.1 está registrado: “E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles”. Quando ama multidão se ajuntou em determinado lugar e queria que Jesus permanecesse ali, ele respondeu? “Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado” (Lucas 4.43). Em síntese, a obra missionária de Jesus Cristo tinha como alvo alcançar as pessoas e incluiu pregar para multidões e individualmente. Todavia, seus olhos viam essas pessoas dentro de uma cidade e, por isso, ele ia de cidade em cidade. Sensibilizado, pregava em Jerusalém, Samaria, Galileia, Tiberíades, Nazaré, Cafarnaum, Betsaida, Jericó, Naim. Tudo isto nos mostra que devemos ser não apenas uma igreja em nossa cidade, mas também uma igreja para a nossa e para outras cidades.
Desenvolvimento
- Nesse sentido de pensar na cidade, em nossos dias existe um exagero quando alguém diz que uma determinada cidade ou um país é de Jesus Cristo. É um exagero, mesmo afirmando pela fé, como se a cidade ou o país fosse se tornar cristão, por duas razões: primeiro porque em termos de realidade histórica, numa cidade ou num país sempre existirão também os ateístas, os agnósticos, os de outras religiões, pois nem todos se converterão; segundo, porque no final da história, não serão as cidades ou os países que estarão diante do Cordeiro, na visão do Apocalipse, porém pessoas que nas cidades ou nos países se tornaram cristãs.
- Por isso, mesmo pensando nas pessoas, nos indivíduos, nosso olhar deve enxergar a cidade ou o país para aonde devemos dirigir a ação evangelística ou missionária.
2.1. Essa era a estratégia de Jesus Cristo, visível na atitude de ir de cidade em cidade e Lucas escreveu que “Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus” (Lc 8:1). Também mostrou as cidades aos apóstolos, ao se despedir, dizendo-lhes para pregarem em Jerusalém, Samaria, Judeia e até os confins da terra.
2.2. Essa foi a estratégia de Paulo apóstolo, que embora usasse as sinagogas e os lares como pontos iníciais de evangelização, tinha uma visão de missões urbanas. A partir de Atos 13, quando acontece seu comissionamento pessoal e de Barnabé pela igreja de Antioquia, Paulo realiza três viagens missionárias pregando em várias cidades importantes. As principais cidades existentes exerciam atração sobre o apóstolo, vendo-as como conglomerados de pessoas perdidas e pecadoras que precisavam ouvir o evangelho. Por ter essa visão, pregou em Antioquia, Corinto, Éfeso, Tessalônica, Atenas, Filipos, Roma.
Conclusão
Nossa cidade é mais do que o local onde moramos, estudamos, trabalhamos e temos uma igreja. Nossa cidade é um local existem incontáveis pessoas perdidas e sem salvação, precisando ouvir o evangelho. Se a maioria da população está vivendo nas cidades, a igreja deve agir rapidamente para causar seu impacto na cidade antes que a cidade influencie a igreja e traga seus padrões mundanos para dentro dela. É tendo uma visão de evangelizar a cidade que iremos usar métodos e estratégias que contribuam para alcançar esse propósito, tais como relacionar com autoridades, empresários, escolas, organizações sociais. Usar rádio, jornais, revistas, televisão e redes sociais. Estender os raios de alcance através dos grupos em diversos lugares. Realizar concentrações evangelísticas em auditórios, ginásios e estádios. Se nossa cidade não se tornará de Jesus Cristo, certamente muitas pessoas da nossa cidade o farão, fazendo crescer a nossa igreja e o reino de Deus.













