202. Perfil Espiritual do Crente

Efésios 1.3-13

PERFIL ESPIRITUAL DO CRENTE

Introdução

  1. Traçar o perfil de uma pessoa é relacionar um conjunto de características mentais, emocionais e comportamentais que determinam a forma como um indivíduo interage com o mundo ao seu redor. Essas características influenciam como nos comunicamos, tomamos decisões, reagimos a desafios e nos relacionamos com os outros.

1.1. No mundo antigo, Hipócrates traçava os perfis através dos principais temperamentos:

Colérico: determinado, líder natural, ambicioso e impaciente. Sanguíneo: sociável, otimista, comunicativo e impulsivo. Fleumático: tranquilo, introspectivo, cooperativo e pacífico. Melancólico: perfeccionista, detalhista, sensível e introvertido.

1.2. Na atualidade, usa-se o modelo DISC para expressar perfis comportamentais. Ele divide os indivíduos em quatro tipos principais: Dominante (D): pessoas diretas, assertivas e focadas em resultados; gostam de desafios, são competitivas e tomam decisões rápidas; podem parecer autoritárias ou impacientes. Influente (I): extrovertidos e comunicativos, gostam de interagir com outras pessoas e influenciar a opinião dos outros; são otimistas, persuasivos e enérgicos. Estável (S): valorizam segurança, lealdade e relacionamentos harmoniosos; gostam de rotinas, são pacientes e evitam conflitos. Conformidade (C): Analíticos, detalhistas e orientados para regras; preferem decisões baseadas em dados e fatos, sendo perfeccionistas e meticulosos.

  1. No texto escrito pelo apóstolo Paulo aos efésios, seu interesse foi traçar um perfil espiritual. É como se ele quisesse responder à pergunta: “O que ser um crente em Jesus Cristo?” Seu texto original reúne quase 200 palavras, interligadas umas às outras, formando uma sequência, numa grande oração gramatical. Todavia, nesta oportunidade, a intenção não é traçar o perfil cristão espiritual com base nas 200 palavras. A intenção é explicar duas delas para definir o meu e nosso perfil.

Desenvolvimento

  1. Ele começa com essa revelação: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo”. O primeiro traço é que o crente em Jesus Cristo é uma pessoa abençoada.

1.1. Ao fazer essa revelação, usa o verbo num tempo que assinala algo consumado para sempre. Significa que uma vez crente, não há como deixar de ser abençoado.

1.2. O Ministério Apascentar de Louvor quis nos ajudar a entender isto através de um cântico, cuja letra diz: “Por onde eu for, a tua bênção me seguirá. Onde eu colocar as minhas mãos, prosperará. A minha entrada e a minha saída bendita será. Pois sobre mim há uma promessa. Prosperarei, transbordarei. Os meus celeiros fartamente se encherão. A minha casa terá sempre tua provisão. Onde eu puser a planta dos meus pés, possuirei. Pois sobre mim há uma promessa. Prosperarei, transbordarei. Para direita, para esquerda. Pra minha frente e para trás. Para direita, para esquerda. Pra minha frente e para trás. Por todo lado. Sou abençoado. Em tudo o que eu faço. Sou abençoado”.

1.3. Para ilustrar a importância de ser abençoado, basta lembrar o empenho de Rebeca para que Jacó recebesse a bênção de Deus, através de Isaque, seu pai: Gênesis 31.5-13.

  1. Prosseguindo no traçar o perfil espiritual do crente, o apóstolo afirmou que nós somos filhos de Deus, tendo Deus como seu Pai Celestial: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

2.1. João apóstolo esclareceu que essa adoção filial começou quando tomamos a decisão de ser crentes, aceitando Jesus como nosso Salvador e Senhor: João 1.11,12.

2.2. A partir do momento de nossa conversão, em todas as nossas orações a Deus, podemos chamá-lo de Pai celestial, conforme Jesus Cristo insistiu em dizer, em vez de usar a expressão Deus, Senhor, Soberano, Criador. Fazendo assim mostremos nossa diferença em relação aos crentes do Velho Testamento e as pessoas de outras religiões. Em Jesus Cristo, Deus tornou-se nosso Pai celestial: Gálatas 4.5; Romanos 8.15; I João 3.2.

Conclusão

Os demais característicos de nosso perfil espiritual afirmam que fomos eleitos, somos santos, estamos redimidos, fomos predestinados, somos selados com o Espírito Santo, além de muitos outros traços. Isto é muito mais do que ser colérico ou fleumático, sanguíneo ou melancólico, dominante, influente, estável, conformista.