Filipenses 3.12-14
O ALVO DA VIDA ETERNA
Introdução
- Penso que a maioria das pessoas já sabe sobre a importância de ter alvos a serem alcançados. Alguns chamam de metas e outros de propósitos. Significa ter algo como foco na vida, para direcionar suas energias, decisões, planos e ações.
1.1. Devem fazer parte de todas as áreas do nosso existir: saúde, relacionamento, trabalho, estudo, casamento, finanças, residência, turismo.
1.2. Em todas essas áreas, são estabelecidos e devem ser alcançados, enquanto estamos vivos, para que façam sentido e possam ser desfrutados plenamente, gerando o que se chama de sentimento de realização pessoal.
- O único alvo ou meta ou propósito que estabelecemos, perseguimos e não conseguimos alcançar enquanto estamos vivos é o alvo da vida eterna, desfrutando do céu ou paraíso e da perfeição em todos os sentidos. Por isso, o apóstolo Paulo usou as expressões “não ter alcançado” e “prosseguir”, repetindo duas vezes cada uma delas, justificando que se tratava do alvo da vida eterna. Duas expressões que não podem ser ignoradas: não alcançamos neste mundo e por isso precisamos prosseguir até alcançar depois da morte ou quando Jesus Cristo voltar.
Desenvolvimento
- É verdade que em certo sentido espiritual, a experiência da vida eterna começa a fazer parte da nossa existência neste mundo, a partir da conversão, através da fé em Jesus e em sua promessa, conforme afirmação feita por Jesus Cristo e ensino do apóstolo João, razão pela qual Paulo apóstolo incluiu como alvo que começara a ter.
1.1. Jesus Cristo prometeu a todos os que nele creem, mediante o arrependimento de pecados. Ele disse: “⁴Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna”, “A vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna”, “Dou-lhes a vida eterna, nunca hão de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão” e “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer eternamente” (João 6.40,47; 10.28; 11.25,26).
1.2. Anos mais tarde dessa promessa, quando estava ensinando aos membros das primeiras igrejas cristãs sobre a salvação, o apóstolo João escreveu: “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas escrevi, aos que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I João 5.10-13).
- Então, na área religiosa da vida e em sentido espiritual, cada pessoa também deve estabelecer o alvo da receber e desfrutar da vida eterna. É mais do que apenas participar da igreja para ter cura de enfermidades, expulsão de demônios, perdão de pecados, libertação dos vícios, prosperidade financeira, comunhão fraterna, conforto nos sofrimentos. Se tudo isto faz parte das bênçãos enquanto estamos vivos neste mundo, a vida eterna será plena e literalmente experimentada na eternidade, depois da morte ou quando Jesus Cristo voltar. Agindo assim, inserimos em nossa existência terrena uma dimensão transcendental, celestial, divina, diferente de tudo o que possa existir.
- Também precisamos perceber, à luz dos ensinos bíblicos, conforme compartilhou o apóstolo Paulo, que o alvo da vida eterna e seu prosseguimento até que seja alcançado inclui passar por algum tipo tribulação. Ele escreveu: “Fui preso por Cristo Jesus”.
3.1. No caso dele, foi perseguição e prisão. Em Filipos, foi açoitado e jogado na parte mais profunda de uma prisão. Em Cesareia ficou detido por dois anos sob a custódia do governador romano. Em Roma, ficou em prisão domiciliar por mais dois anos, depois foi para uma prisão fria e subterrânea. Finalmente morreu decapitado numa estrada deserta.
3.2. No caso de cristãos que estão em países de regimes totalitaristas, eles perdem o direito à liberdade, perdem direitos civis, sofrem processos, são presos e mortos sem qualquer piedade. As estatísticas informam quase 400 milhões de cristãos no mundo que são discriminados, perseguidos e mortos.
3.3. Em nosso caso, aqui no Brasil, as tribulações podem ser rejeição de familiares, zombaria de amigos, discriminação social, conflitos ideológicos, intolerância religiosa.
Conclusão
Para concluir, é importante prestar atenção no seu segredo para prosseguir no alvo da vida eterna, apesar das tribulações. Ele diz o que fazia: “esquecendo-me das coisas que atrás ficam”. Em vez de reclamação, murmuração, contestação, autocomiseração, protestos, retaliações pelo que sofria, ele procurava esquecer todo o mal que lhe faziam, pois escreveu em outra carta: “Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8.18). O alvo da vida eterna é maior do que qualquer tribulação que venhamos a ter nesta vida.













