I Timóteo 6.20, 21.
CONFLITOS COM A FALSA CIÊNCIA
Introdução
- Os que se dedicam a estudar qual tem sido o relacionamento entre Ciência e Bíblia, durante a história, já constataram a existência de três situações diferentes. Em uma delas, na antiguidade, o relacionamento era de integração, pois Teologia e Ciência formavam um corpo de conhecimento interdependente, visto como uma forma de contemplar e interpretar a obra divina. Em outra situação, os cientistas começaram a se separar dos religiosos, explicando que a Bíblia pode revelar a origem divina do universo, mas é a ciência que pode explicar o modo como o universo se formou. Numa situação mais recente, alguns ateístas passaram a defender teorias sobre a formação do universo e do ser humano, no propósito de desacreditar a Bíblia. Na atualidade, a situação existente é a de buscar conciliação entre Ciência e Bíblia, entendendo ambas as áreas como complementares.
- Independentemente dessa variação no tipo de relacionamento que os teólogos e cientistas tem vivido, a maneira do apóstolo Paulo abordar o assunto não seguiu o critério de analisar a possibilidade ou não de conciliar Bíblia e Ciência. Sua argumentação era a respeito do conflito que uma falsa ciência poderia criar: “Guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a, alguns desviaram da fé”. Embora a palavra original (gnōsis) possa ser traduzida por “conhecimento”, a maioria das versões traz a ideia adequada de “ciência”. Seu pressuposto implícito na argumentação era que a verdadeira ciência não entraria em conflito com a verdadeira fé.
Desenvolvimento
- Numa pregação no púlpito de sua igreja, o pastor da Henderson First Baptist Church, USA, disse há algum tempo, com muita propriedade: “A Ciência é a explicação do homem para “Como” as coisas funcionam e a Bíblia explica “Quem” e “Por que”. A Ciência tem a ver com observação, a formulação de hipóteses, experimentação, e assim por diante. É o estudo do homem sobre como as coisas funcionam. Teologia tem a ver primordialmente com “Quem” e o “Por que”?” por trás daquelas coisas. Falando estritamente, a Bíblia não é um livro de ciência. Nas palavras de Galileu – que foi um fervoroso crente no Deus da Bíblia – a Bíblia foi escrita “com o propósito primordial de salvação de almas e o serviço de Deus”. (https://fbchenderson.org/resources/sermons/por-que-o-conflito-ciencia-e-a-biblia-criacao-ou-evolucao). Galileu expressou essa visão em 1615, em carta dirigida à Grã-Duquesa Cristina de Lorena, de Toscana, na Itália, argumentando que a ciência não deve ser combatida pela religião quando ambas interpretam a mesma criação divina de formas diferentes.
- Na verdade, conforme já foi constatado, mesmo sem ser um livro científico, a Bíblia se antecipou em informações que a Ciência veio a descobrir depois, como a Terra ser redonda (Isaías 40.22) e não ter sustentação (Jó 27.6), assim como a origem única de toda a raça humana (Atos 17.26), o ciclo da água através da evaporação e precipitação (Eclesiastes 1.7), a existência de correntes marinhas (Salmo 8.8), a necessidade de quarentena em doenças (Levíticos), o estado de desgaste e deterioração universo – segunda lei da termodinâmica (Salmo 102.25,26), a existência de partículas invisíveis da matéria (Hebreus 11.3). São informações basicamente teológicas e espirituais, mas inegavelmente comprovadas pela ciência verdadeira.
- O problema, portanto, levantado pelo apóstolo Paulo é a existência de uma falsa ciência ou pseudociência, cujos resultados levam cristãos a deixarem de crer em Deus e em Jesus Cristo.
3.1. É considerada ciência, mas suas teorias nunca são confirmadas. São ideias baseadas em algumas evidências, mas não usam testes reais, não aceitam correções e evitam provas concretas. Existe para contradizer a Bíblia, como a Teoria Evolucionista - “Uma crença defendida com paixão pela comunidade científica, apesar da falta de qualquer evidência científica observável de macroevolução, isto é, a evolução de um tipo distinto de organismo para outro” (https://www.icr.org/home/resources/resources_tracts_scientificcaseagainstevolution/).
3.2. Em janeiro de 2021, a Sociedade Real Química, do Reino Unido, retirou 68 artigos tidos como científicos da revista Avanços da RSC, na área de química. O motivo: eram fraudulentos. Um levantamento de 2018, feito pelo jornal inglês The Guardian em parceria com veículos da Alemanha, chegou a 175 mil artigos fraudulentos publicados em cinco periódicos (https://fastcompanybrasil.com/tech/parece-ciencia-mas-nao-e-entenda-o-fenomeno-da-fake-science/). Infelizmente, até que fossem rejeitados, certamente contribuíram negativamente para combater a Bíblia e abalar cristãos em sua fé.
Conclusão
Por tudo isto, quero terminar com a palavra de uma cientista: "Menos famoso que a fórmula e=mc², mas ainda assim amplamente citado, é o posicionamento de Einstein sobre ciência e religião. Se você já se deparou com o ditado “Deus não joga dados" ou ouviu alguém usar a frase “a ciência sem religião é manca e a religião sem ciência é cega", você está pelo menos um pouco familiarizado com as visões filosóficas de Einstein. Na verdade, ele fez uma declaração elucidativa: “Existe realmente uma contradição insuperável entre religião e ciência? A religião pode ser suplantada pela ciência? As respostas a essas perguntas têm, durante séculos, gerado considerável controvérsia e, de fato, intensas disputas. No entanto, em minha opinião, não há dúvida de que, em ambos os casos, uma análise imparcial só pode levar a uma resposta negativa”. Einstein deixou claro em seus escritos sobre o assunto que não vê nenhum conflito inerente entre religião e ciência. Na verdade, ele as considera complementares, e cada uma, de maneiras diferentes, dependente da outra (https://sciencenetwork.uk/think/what-einstein-got-right-about-science-and-religion). O problema, por isso, será sempre com a falsa ciência desde os dias do apóstolo Paulo. Com o falso conhecimento ou falsa ciência devemos ser cuidadosos.













