Apocalipse 6
A ABERTURA DOS SEIS SELOS
Introdução
- Há bastante tempo, o uso da expressão “selo” estava relacionado à entrada de petições feitas por advogados e distribuídas nos cartórios, para serem apreciadas pelos juízes de uma comarca. Outro uso que também se fazia, há algum tempo, era para enviar correspondências ou objetos através dos correios. Hoje em dia, o máximo que existe sobre essa prática é a atividade de colecionadores de selos antigos, alguns estimados em valores altíssimos. No Brasil, o selo mais famoso e procurado pelos colecionadores nacionais é o Olho de Boi, emitido em 1843, cujo valor pode chegar até 30 mil reais.
- Embora a tradução do texto bíblico também use a expressão “selos”, o seu significado estava relacionado a um lacre que se usava para fechar um documento em segurança. A palavra grega “sfragis” referia-se a uma pequena quantidade de massa de argila ou cera, onde era impressa a marca de um anel de uma autoridade. Somente pessoas autorizadas poderiam romper esses selos e abrir os documentos. No caso do texto bíblico, João apóstolo estava se referindo a um pergaminho onde estava escrita a sequência dos acontecimentos que iriam ocorrer na história da humanidade, pincipalmente nos últimos tempos.
Desenvolvimento
- A cena da leitura do pergaminho que João menciona começa no capítulo cinco, quando ele viu um pergaminho fechado com seis selos e que ninguém podia abrir, razão pela qual ele chorou muito, até que Jesus Cristo apareceu e pode abrir o referido pergaminho, em virtude do seu sacrifício na cruz do Calvário, como Cordeiro de Deus, razão pela qual começou a ser glorificado por milhões de milhões e milhares de milhares de criaturas no universo: “Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, honra, glória e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se e adoraram ao que vive para todo o sempre” (Apocalipse 5.13,14). Os últimos acontecimentos da história humana poderiam ser mostrados simbolicamente.
- Com a abertura dos quatro primeiros selos, o que João começou a ver foram avisos de sofrimentos ainda maiores, representados na figura de quatro cavalos: branco, vermelho, amarelo e preto. Embora o destaque seja dado para os cavalos e suas respectivas cores, a atenção deve ser focada nos cavaleiros, porque se referem a líderes responsáveis por trazerem morte, fome, guerras e domínio nunca vistos antes na face da terra.
- A abertura do quinto selo foi uma visão do que simultaneamente está ocorrendo nas regiões celestiais, onde estão as pessoas que morreram em virtude da perseguição que sofreram, como mártires cristãos e que estão diante de Deus, no céu.
3.1. A palavra usada é “ψυχή” (psyche), que pode significar em vários outros textos: respiração, folego da vida, ser vivo, alma, pessoa. Aqui neste texto, por terem sido mortas, essas pessoas só podem estar em espírito, de acordo com outros textos que tratam do mesmo destino após a morte: Eclesiastes 12.7; Salmo 31.5; Lucas 23.46; Atos 7.59; Filipenses 1.23.
3.2. Estão num estado consciente, expressando sentimentos, pensamentos, vontade e ouvem orientações. Não estão portando, dormindo o “sono da alma”, inertes ou inexistentes.
3.2. Receberam vestes brancas que deverão usar até que se complete o número de salvos e que todos sejam ressuscitados, recebendo um novo corpo perfeito e eterno.
- A abertura do sexto selo mostrou não apenas aqueles sinais que Jesus enumerou que iriam ocorrer aqui na Terra, em seu sermão escatológico, que tem feito muitas pessoas se engarem sobre o fim do mundo. Na abertura do sexto selo acontecerão os sinais no céu, que foram anunciados por Jesus como os últimos sinais (Mateus 24.29). Todo o cosmos será abalado, alterando os planetas, satélites e estrelas, gerando uma comoção entre os seres humanos nunca vista na Terra. Um estado de desespero inimaginável e inacreditável.
Conclusão
A abertura dos selos objetivou nos mostrar com antecedência o fim da história humana e a salvação prometida por Jesus Cristo. O quadro total é trágico quanto ao que irá acontecer aqui na Terra e no Cosmos. Mas também mostra o estado de salvação nas regiões celestiais, onde estão os mártires cristãos e todos quantos morrem como crentes em Jesus Cristo.













