Isaías 26.3,4
A PAZ NO CORAÇÃO
Introdução
- Exatamente agora, enquanto lemos esse texto bíblico, existem muitas pessoas angustiadas, aflitas, atribuladas, perturbadas, deprimidas, arrasadas, infelizes em todos os lugares do mundo. Estão se sentindo assim porque passaram por experiências amargas, sofreram perdas, viveram frustrações, perderam entes queridos, foram vítimas de prejuízos financeiros, enfrentaram adversidades.
- Ocorre, todavia, que outras pessoas também passaram pelas mesmas situações e, mesmo assim, conseguem ter tranquilidade, esperança, confiança, otimismo e paz no coração. Ao perceber essa diferença de sentimentos diante dos problemas da vida, o profeta Isaías explicou que essas pessoas reagem assim porque firmam o pensamento em Deus e, consequentemente experimentam a paz de Deus.
Desenvolvimento
- Numa interpretação parcial da explicação dada pelo profeta Isaías, alguns conselheiros aproveitam a oportunidade para falar a respeito da importância do pensamento.
1.1. Neste caso, o ensino é que o pensamento pode direcionar os sentimentos e o comportamento. É um ensino muito difundido pela terapia cognitivo-comportamental. Funciona como um gatilho inicial de como reagimos ao que nos acontece, pois não são as situações em si que nos afetam, mas sim a forma como as interpretamos.
1.2. Mais ainda: alguns psicólogos dizem que se o pensamento for positivo, irá reduzir estresse, fortalecer relacionamentos e aumentar a resiliência. O pastor Norman Vicent Peale chegou a escrever um livro que tinha exatamente esse título: “O Poder do Pensamento Positivo”.
- Ocorre, todavia, que embora o pensamento possa direcionar sentimentos e comportamentos e que o pensamento positivo pode ajudar pessoas a lidar com os problemas da vida, a explicação dada pelo profeta Isaías vai muito além. Ele revela que a razão está no agir de Deus em favor daqueles que nele confiam e nele firmam o pensamento. Deus é o segredo.
2.1. Essa explicação elimina qualquer interpretação de que esta ou aquela técnica ou terapia psicológica tem o poder de por si só ajudar as pessoas a reagirem de maneira diferente diante dos problemas da vida, ainda que até possam ser úteis como ponto de partida no diagnóstico.
2.2. Também esclarece às pessoas que são inúteis as atitudes de confiar em si mesmas, como se fossem capazes de resolver seus problemas. Uma das consequências do Humanismo foi exatamente a de enganar as pessoas dizendo que podem por si próprias cuidar e controlar a si e as situações.
- No texto hebraico original, a palavra traduzida como “paz” aparece aqui duas vezes para dar ênfase. Por isso, essa parte do versículo pode ser traduzida como “contínua paz”, “perfeita paz”, ou “completa paz”. Ou seja, aqueles que confiam completamente em Deus sentem uma paz interior que não depende das circunstâncias em que vivem, principalmente quando são adversas.
- Em perfeita harmonia com essa promessa e para que ela pudesse realmente ser experimentada, Jesus Cristo se propôs a nos conceder como dádiva sua, dizendo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14.27). Sua palavra confirma que é mais do que ter o pensamento controlando os sentimentos e os comportamentos e mais do que ter pensamento positivo. É algo recebido das mãos de Deus através de Jesus Cristo.
Conclusão
O que pode fazer uma pessoa ter paz no coração não é ausência experiências amargas, de perdas sofridas, de frustrações diante de expectativas não realizadas, da perda de entes queridos, de prejuízos financeiros, de adversidades inesperadas. O que nos faz ter paz no coração é colocar o pensamento em Deus, através de Jesus Cristo, deixando que ele resolva os problemas que estejam nos afligindo. Mas não apenas um pensamento ocasional, esporádico, eventual. Um pensamento firme, contínuo, permanente. Todos os dias e em todas as horas declarando: “Deus vai resolver esse problema”.













