II Reis 13.14,20
DOENÇA E MORTE DO CRENTE
Introdução
- Penso que já estamos convictos de que Deus quer sarar os doentes e curar os enfermos, seja por milagres, seja através da medicina, seja por reação natural do organismo. Também penso que já sabem a maneira de lidar com as pessoas que permanecem doentes e enfermas. Se fizemos a oração para cura e Deus permite que continuem nesse estado, então precisamos orar para que sejam confortadas e consoladas, principalmente para que permaneçam também crentes.
- Agora, precisamos aprender que crente também morre. Crente também sofre acidentes e morre. Crente também contrai vírus e morre. Crente também tem câncer e morre. Crente também envelhece e morre. Crente também adoece e morrer. Precisamos aprender, senão corremos vários riscos: ficar com raiva de Deus, deixar de acreditar em Jesus, prolongar a vida de um enfermo aumentando seu sofrimento; ter insegurança quanto à nossa quantidade de fé; esquecer que a mais importante promessa é a vida eterna.
Desenvolvimento
- Para que aprendamos essa lição e a guardemos em nossa memória pelo resto de nossa vida estou recorrendo à história de Eliseu. Ele foi um crente que ninguém pode duvidar de sua fé, de sua consagração, de sua obra maravilhosa, de sua comunhão com Deus, de sua espiritualidade.
1.1. Era um pecuarista quando Elias lhe ofereceu a oportunidade de ser profeta, lançando sobre ele sua capa. Aceitou o convite e passou a andar com Elias (I Reis 19.19-21)
1.2. Tornou-se um inegável instrumento do poder de Deus, registrando-se os seguintes milagres: dividiu as águas do Jordão (II Reis 2.14); tornou saudáveis as águas de Jericó (2.19); aumentou o azeite da viúva (4.4); reviveu o filho da sunamita (4.34); purificou a comida envenenada (4.38); multiplicou pães (4.42); curou Naamã de lepra (5.10); fez flutuar um machado (6.6); feriu o exército sírio de cegueira (6.18).
1.3. Agora, prestem bem atenção: mesmo sendo um crente consagrado e inegavelmente espiritual, instrumento para realização e muitos milagres, ficou doente e morreu (13.14,20). Jeoás, rei de Israel, foi o último a visitá-lo em vida.
- Adão morreu depois de 800 anos, Enoque depois de 365 anos, Noé depois de 950 anos, mas crentes também morrem, mesmo sendo crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Isto é, crente não morre apenas de velhice, sendo sempre curado cada vez que fica doente.
2.1. Há algum tempo, num determinado lugar, estava pregando a propósito da morte de uma crente e afirmei que o salvo morre quando chega a hora de partir, independente da idade, porque tem sua eternidade garantida. Após o culto, ouvi alguém dizendo: “E aqueles que morrem no ventre? Como um bebê pode ser salvo se não tem desenvolvimento para crer?” Essa pessoa não sabia que Jesus afirmou: “das crianças é o reino dos céus” (Mateus 19.14) e que “para entrarmos no reino dos céus temos que nos fazer como criança” (Mateus 18.3). Podemos então também descansar quanto à salvação eterna dos bebês e das criancinhas quando partem deste mundo.
2.2. Jesus mesmo ao morrer estava com 33 anos de idade. Significa que ainda estava jovem. Se considerarmos que tinha realizado um ministério de apenas 3 anos, concluiríamos que Ele morreu ainda moço e prematuramente ao ser crucificado. Mas não foi assim. João apóstolo registrou da seguinte maneira a sua consciência sobre o assunto: “Sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13.1). Ele morreu na hora determinada. Mais importante: voltou para o Pai, nos céus, onde está e de onde voltará.
Conclusão
Quando um crente adoece e morre ou morre de outra maneira pode não ser por causa de falta de oração para sua cura e nem por falta de fé, tanto por parte dele como por parte de quem ora. Também não é porque Satanás prevaleceu, levando o crente à morte. Precisamos de uma vez por todas acreditar que vida cristã aqui na terra é apenas uma parte de nossa vida com Deus. Precisamos acreditar de uma vez por todas que para nós a morte, seja de que tipo, seja com que idade, é a porta que se abre para irmos para o céu, nos encontrar com Jesus e estar eternamente com o Pai Celestial. Precisamos sempre crer, pensar e dizer como Paulo apóstolo: “Para mim o morrer é ganho. Tenho desejo de partir e estar com Cristo” (Filipenses 1.21-23).














