Lucas 9.49,50
NÓS E AS OUTRAS IGREJAS
Introdução
- Um ex-prefeito de uma cidade de nosso Estado, há alguns anos, foi entrevistado sobre o fenômeno de multiplicação de igrejas diferentes em seu município. O repórter queria uma palavra dele, como líder político. Sua resposta foi que preferia ver várias igrejas diferentes sendo abertas do que ver vários bares, boates e casas de jogos sendo multiplicadas.
- Confesso que diferentemente desse prefeito, a multiplicação de igrejas diferentes, nas cidades onde estive exercendo liderança religiosa, me deixava muito preocupado, principalmente pela quantidade dela. Aliás, a última estatística feita constatou que em média existem quase 150 denominações diferentes, segundo Censo do IBGE de 2010. Eu ficava preocupado por dois motivos principais: ver alguns membros de nossa igreja saindo para essas outras igrejas atrás de novidades e ver pessoas querendo trazer para nossa igreja as doutrinas e práticas dessas outras igrejas.
- Os apóstolos de Jesus Cristo, assim que iniciaram seu ministério apostólico, foram surpreendidos com uma situação muito semelhante à nossa. Durante o ministério de pregar, ensinar, curar e libertar, os apóstolos encontraram uma pessoa que não fazia parte do grupo deles. Diante deste fato, foram categóricos em proibir tal pessoa. Mais ainda: explicaram a motivo: “não segue conosco”.
Desenvolvimento
- Para surpresa deles e para minha surpresa também, Jesus os corrigiu, dizendo que não deveriam ter proibido. Ensinou-lhes que precisariam aprender a conviver e a respeitar o outro, aquele que é diferente de nós, aquele que faz a obra cristã e não está em nossa igreja.
- Um dos cinco princípios de nossa igreja, aprendido com Jesus Cristo, diz exatamente assim, sobre a liberdade de culto que as pessoas têm: “Consideramos como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convicções alheias; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outras atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários à propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado – nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso – é um direito outorgado por Deus. Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros”.
- Conseqüentemente, nossa maior preocupação, nosso maior interesse, nosso maior objetivo deve ser a atitude de colocar nossos olhos em nós mesmos, para continuarmos fiéis ao nome de Jesus e fiéis aos seus ensinos, independente do que as outras igrejas e denominações creem. Se queremos continuar cumprindo nossa missão, se queremos continuar sendo uma autêntica expressão da fé cristã, se queremos ver pessoas realmente convertidas, transformadas e salvas, se queremos ser aprovados por Jesus no dia da prestação de contas, então nosso foco deve ser em nós mesmos quanto a ter uma fidelidade cada vez maior ao nome de Jesus e aos seus ensinos.
- Ao agirmos dessa maneira, também experimentamos dois benefícios: a) evitaremos que nossas doutrinas sejam alteradas, pois sempre estaremos examinando todos os nossos ensinos à luz das palavras de Jesus. Leremos livros, ouviremos pregações e palestras, leremos a Bíblia toda, mas sempre à luz do que Jesus Cristo ensinou. Isto é fidelidade a Jesus; b) evitaremos que membros de nossa igreja saiam para outras igrejas, pois se o que desejam é ter uma verdadeira comunhão com Jesus Cristo, é a experiência o perdão dos seus pecados, é a vivencia de uma nova vida, é a garantida a vida eterna, então estarão experimentando tudo isto em nossa igreja e muito mais. Se alguém sair, nossa atitude de aceitação não será porque somos muitos e alguns não farão falta. Não! Todos os que fazem parte da nossa igreja fazem falta, quando saem. Vamos aceitar por causa do ensino deste Jesus e dos ensinos dos apóstolos João e de Pauio, quando também vivenciaram esta experiência. João apóstolo explicou: “Saíram de nós, porque não eram nossos” (I João 2.19) e Paulo enfatizou: “Cada um dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14.2).
Conclusão
Há algum tempo, uma grande igreja chamada cristã emitiu um documento afirmando que era a única igreja cristã verdadeira. Houve muita decepção por parte das outras igrejas que também afirmam ser a única igreja cristã verdadeira. Penso que no final dos tempos Jesus mesmo é quem dirá qual é a verdadeira igreja, quando todas elas prestarão contas de como foram e do que fizeram. Até lá, fomos orientados por Jesus Cristo a cuidar de nossa própria igreja e deixar as outras igrejas por conta delas mesmas.
.













