Apocalipse 2.5, 16, 10, 25; 3.3, 8, 20
O QUE JESUS QUER DAS IGREJAS
Introdução
Por mais que uma igreja procure atender expectativas da sociedade, expressando uma imagem positiva perante as autoridades, a mídia e a comunidade e, por mais que uma igreja procure atender expectativas de seus membros, de modo que se sintam satisfeitos e realizados, o mais importante é a igreja se esforçar para atender as expectativas de Jesus Cristo.
Porque foi Jesus Cristo quem criou a igreja e a igreja a Ele pertence, razão por que é a Jesus Cristo que a igreja vai prestar contas de tudo o que faz e deixa de fazer, podemos saber o que Jesus Cristo espera de cada igreja ao meditarmos em suas palavras dirigidas as 7 igrejas do apocalipse quando fez o julgamento delas.
Com esse propósito, podemos destacar entre suas palavras as seguintes expressões a serem praticadas por nós: lembrar se houve queda, expressar arrependimento, não temer o padecimento, conservar o que tem, vigiar continuamente, seguir seus ensinos, ser fiel ao seu nome e querer sempre a sua presença.
Desenvolvimento
1. LEMBRAR SE HOUVE QUEDA (2.5). Parece que cair faz parte da vida das pessoas, das famílias e das igrejas. Nesse sentido, a Bíblia chega a revelar: “O justo cairá 7 vezes e se levantará”.
Sobre a igreja da Galácia, na Bíblia está escrito: “Separados estais de Cristo, vós que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (Gálatas 5.4).
A igreja de Éfeso havia caído na prática do amor. Jesus diz: “Vocês deixaram de amar uns aos outros”.
Em nossa história, no passado distante ou recente, vivemos alguma queda? Deixamos de praticar algum ensino de Jesus? Será a lembrança consciente que nos conduzirá à atitude que Jesus espera de uma igreja que tenha errado em algum momento.
2. EXPRESSAR ARREPENDIMENTO (2.16). Uma vez lembrando onde teríamos errado, o passo seguinte é o arrependimento. Foi a recomendação feita a Éfeso e a Pérgamo como atitude que Jesus espera depois dos pecados cometidos
Significa que não existe outra maneira de lidar com nossas falhas, erros, transgressões, senão através do arrependimento.
O não crente precisa de arrependimento para ser salvos e os salvos precisam de arrependimento para serem restaurados, recuperados, restabelecidos.
Uma igreja se arrepende quando admite que errou, busca o perdão e se propõe a fazer o que Deus quer.
3. NÃO TEMER PADECIMENTOS (2.10). É uma virtude cristã os crentes saberem que estão sujeitos a padecimentos lembrando as palavras de Jesus quando antecipou: “No mundo tereis aflições”.
Todavia, uma é a experiência ouvir sobre aflições. Outra é a experiência de viver aflições, maus tratos, perseguições, injúrias, padecimentos.
Nós, como igreja, precisamos ser corajosos nas horas difíceis da vida para não ficarmos reclamando, nem se queixando e nem murmurando. Como escreveu Paulo: “Também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência” (Romanos 5.3).
4. CONSERVAR O QUE TEM (2.20). O contexto fala de outras doutrinas que passaram a ser adotadas pela igreja de Tiatira. Então, nosso desafio como igreja é conservar as doutrinas que recebemos dos apóstolos e que estão no Novo Testamento.
Reconheço que os copos de plásticos, os pratos de plásticos, os talheres de plásticos devem ser descartados depois de usados. Alguns aparelhos e equipamentos, pela sua baixa qualidade das peças, uma vez estragados, devem ser jogados fora. Precisamos, todavia, nesta época quando tudo está sendo descartável, entender que nossas doutrinas precisam ser conservadas, guardadas, retidas.
Jesus advertiu aos seus primeiros discípulos sobre a importância das doutrinas, alertando contra o que os fariseus ensinavam (Mateus 16.11,12). Tiatira adotou doutrina idólatra de Jezabel. Hoje em dia não faltam doutrinas que corrompem os ensinos de Jesus Cristo.
5. VIGIAR CONTINUAMENTE (3.3). Claramente Jesus faz referência à sua volta. Jesus prometeu e vai voltar. Chegou a dar os sinais, para que estivéssemos atentos.
Ocorre, todavia, que alguns anos já haviam passado e Jesus não havia voltado. Então eles acharam que podiam fazer o que quisessem e não havia mais prestação de contas.
Mesmo que já tenha passado mais der dois anos, precisamos continuar vigiando, pois nós estamos mais perto da volta de Jesus e a Ele vamos prestar contas de nossos atos como igreja também. O ensino de “vigiar e orar” continua de pé.
6. SEGUIR SEUS ENSINOS E SER FIEL AO SEU NOME (3.8). Isto significa ser uma igreja realmente comprometida com Jesus Cristo.
Numa época quando muitos nomes de líderes religiosos se tornam famosos e são seus nomes que membros de igrejas divulgam proclamam, propalam, precisamos continuar mencionando apenas o nome de Jesus Cristo.
Nesta época de pluralidade religiosa, quando os nomes de fundadores de religiões vão ocupando espaço nas mídias sociais e no coração do povo, o nome de Jesus deve continuar acima de todos os nomes, conforme ensinava Pedro em seu sermão em Jerusalém: Atos 4.12.
7. QUERER SEMPRE SUA PRESENÇA (3.20). Não apenas o não crente precisa receber a presença de Jesus no coração. Também os crentes precisam continuar recebendo essa presença.
Dirigindo-se aos crentes da igreja de Éfeso, Paulo diz: “Estou ajoelhado diante de Deus para que Cristo habite pela fé no coração de vocês” (Efésios 3.14,17). Jesus não vai ficar entrando e saindo, mas quer entrar cada vez mais, ocupando todos os espaços no coração do crente.
Se o crente pensa que é crente, mas ainda não se converteu realmente, então Jesus também está dizendo a Ele: “Eis que estou às portas e bato, se alguém abrir a porta eu entrare”.
Mais ainda: Querer sempre a presença de Jesus em nosso coração e entre nós, cada vez que nos reunimos como igreja. Não estamos aqui apenas para cantar, ler a Bíblia, fazer orações, praticando atos religiosos. Estamos aqui para desfrutarmos da presença prometida de Jesus!
Conclusão
Isto tudo nos leva a concluir que não basta, portanto, pertencer a uma igreja cristã ou evangélica, famosa ou simples, rica ou pobre, nova ou antiga, conservadora ou liberal, tradicional ou pentecostal, fundamentalista ou neopentecostal. É necessário pertencer a uma igreja que procura atender às expectativas de Jesus. Nossa virtude, portando, não é ostentar um determinado rótulo ou uma identidade eclesiástica, mas ser uma igreja que deseja muito atender às expectativas de Jesus, pois é a Ele que vamos prestar contas à semelhança das 7 igrejas no Apocalipse.













