90. Influência Pessoal na Evangelização

Marcos 1.14-16; Atos 4.4.

INFLUÊNCIA PESSOAL NA EVANGELIZAÇÃO

Introdução

  1. No princípio do evangelho havia apenas uma pessoa. Sim, no início de tudo havia apenas Jesus Cristo. Passados cerca de 5 anos, uma multidão de 5.000 pessoas foi contada, sem mencionar as mulheres e crianças.
  2. Não podemos negar que esse processo de crescimento foi por causa da manifestação do poder de Deus, através da ação do Espírito Santo, na realização de milagres e na atuação junto ao coração dos pecadores. Todavia, não podemos negar a participação dos primeiros cristãos através da influência pessoal, o que também temos chamado de testemunho pessoal ou evangelização pessoal.

Desenvolvimento

  1. Para vocês entenderem melhor, vamos observar as situações em que a influência pessoal ocorreu.

1.1. No princípio era apenas um só, Jesus. Então João Batista através de sua influencia sobre André lhe indicou Jesus.  André, através de sua influência pessoal chamou Pedro. Jesus então passa beira mar e chamou os dois, que já haviam sido influenciados por João Batista. Tornaram-se três.  Em seguida, Jesus se encontra com Filipe. Formam quatro. Filipe através de sua influência chamou Natanael. O grupo cresceu para cinco. A partir daí, eles foram chamando as pessoas do seu círculo de relacionamento e, de um a um, eles foram se juntando a Jesus. Após a sua ressurreição, por ocasião da ascensão eram 500 crentes. Através do sermão de Pedro no dia de Pentecoste mais 3.000 foram acrescentados. Depois o número chegou a 5.000 pessoas convertidas e batizadas nas águas. Um incomparável crescimento em apenas cinco anos desde o início – a maioria por causa da influência pessoal.

1.2. Através da “Pesquisa Comunhão 2009” feita na Grande-Vitória, outra não foi a explicação para o crescimento de várias igrejas, na região. Nessa pesquisa realizada pela Revista Comunhão entre os evangélicos capixabas, ficou constatado exatamente esse fato. Indagados sobre os motivos dados para começarem a participar das igrejas, as pessoas deram os seguintes: Convite do pastor: 3,38%; Espontaneamente: 10,49%; Convite dos Pais: 33,41%;  Convite dos amigos: 36,31%. (https://comunhao.com.br/pesquisa-comunhao-2009/).

1.3. A pesquisa mostra, portanto, que cerca de 70% das pessoas estão na igreja diretamente por influência de familiares ou de amigos.

1.3. No exercício da influência pessoal em seu circulo de relacionamento entre familiares, parentes, amigos, vizinhos colegas de trabalho e escola, você pode usar vários métodos de evangelização. Além de convidar, orar pela pessoa e entregar um folheto evangelístico breve, você também pode fazer apresentação do “Plano de Salvação”, através de vários modelos: “As Quatro Leis Espirituais”, “Os Passos para a paz com Deus”, “Os Cinco Dedos da Mão”. Após a leitura dos mesmos, normalmente surge oportunidade para um apelo e para oração da salvação, a fim de que a pessoa tome uma decisão no mesmo dia e na mesma hora. A partir da decisão será importante assistir a pessoa com um estudo bíblico (classe de novos crentes no templo ou estudo no lar oferecido pela igreja nos bairros).

Conclusão

  1. Por mais que o pastor pregue no púlpito da igreja e faça convites e que as pessoas até apareçam espontaneamente na igreja, é principalmente através da influência pessoal que igreja vai crescer atraindo pessoas de seu círculo familiar e social.
  2. O pastor de uma igreja notou que um morador da cidade se fez presente em quatro domingos, ao fim dos quais tomou a decisão de ser crente. Feliz, o pastor perguntou sobre qual teria sido o mais importante sermão ou o mais belo cântico que tinha feito o milagre. O homem respondeu que realmente os sermões e os cânticos haviam contribuído para sua conversão, mas o principal motivo foi a insistência de um amigo em convidá-lo para os cultos e o testemunho que dava. Ao participar dos cultos ele viu que realmente seu amigo o queria o seu bem, razão porque insistira tanto e razão por que tomara a decisão de também ser crente como seu amigo.