294. Uma Inútil Adoração

Mateus 15.8,9

UMA INUTIL ADORAÇÃO

Introdução

  1. Considerando que adoração é a resposta do ser humano diante do agir de Deus em seu favor e que essa adoração deve permear todas as partes do culto, principalmente sendo espiritual e verdadeira, seria lastimável uma pessoa ouvir que sua adoração estaria sendo inútil, conforme Jesus Cristo disse a pessoas que o estavam ouvindo.
  2. Havia por parte deles expressões físicas como usar os lábios para honrar a Deus e certamente outros movimentos corporais, mas o coração estava longe do ato. Neste caso, o elemento característico da inutilidade na adoração era no campo das doutrinas que professavam e ensinavam. Eles confundiam ou misturavam doutrinas bíblicas com doutrinas humanas. Em outras palavras, isto significa que nossas doutrinas podem comprometer nossa adoração a Deus.

Desenvolvimento

  1. No caso daqueles adoradores, faltava-lhes sintonia, harmonia, ajustamento entre o ato de adorar e as doutrinas em que acreditavam e ensinavam. O caso especificamente não girava em torno de comer ou não comer alimentos imundos. Uma vez que havia uma prescrição bíblica nesse sentido, exposta em Levíticos 11, relacionando quais eram os animais próprios para alimentação, até os discípulos estranharam a palavra de Jesus (Mateus 15.10-20).

1.1. Por isso, precisamos perceber que o debate não era em torno da impureza pelo tipo de animais, mas pelo ato de lavar ou não as mãos, como um ritual de purificação, para tornar o alimento puro (15.1—3). A lei de Levítico 11 determinava quais animais eram puros, mas não ordenava esse ritual específico de lavar as mãos para o povo antes de cada refeição.

1.2. Neste caso, este episódio não deve ser confundido com o episódio da visão de Pedro no terraço, para comer animais impuros (Atos 10.9-16). Era uma visão e teve a finalidade de quebrar a discriminação étnica na pregação do evangelho. A questão para a igreja de Jesus Cristo e não para o Judaísmo foi resolvida na assembleia de Atos 15.

  1. Em nosso caso, nossa adoração corre o risco de se tornar inútil quando o mundanismo, o materialismo, a liberalismo e o tradicionalismo religioso vai sutilmente fazendo parte de nossas doutrinas, sem que nós percebamos ou até mesmo o façamos intencionalmente. A melhor maneira de se prevenir das influências negativas em nossas doutrinas é aferir qual é a nossa intenção em preservar os valores cristãos que herdamos dos apóstolos e que estão nas páginas do Novo Testamento.
  2. Consequentemente, se permitimos que nossas doutrinas bíblicas sejam contaminadas com outros ensinamentos, significa que corremos o risco de nossa adoração se tornar inútil ao constatarmos que não existe fidelidade aos ensinos de Jesus Cristo, como estava acontecendo com a igreja de Pérgamo (Apocalipse 2.12-17). Assim como os ensinos de Balaão e de Nicolau prejudicaram aquela igreja, tornando-a rejeitada por Jesus que recomendava arrependimento, nossa igreja precisa estar atenta ao tipo de doutrina que está sendo ensinada no púlpito, nas classes da EBD, nos grupos de comunhão, nos cultos dos lares, sob pena de nossa adoração a Deus ficar comprometida e se tornar inútil.

Conclusão

      Não permita que nada atrapalhe a sua mais importante atitude diante de Deus, que é a adoração no ato do culto. Ainda que se expresse através do corpo, seja um adorador de coração. Como adorador, não despreze os ensinos da Bíblia, pois Jesus não os desprezou. Rejeite toda e qualquer forma de sincretismo doutrinário por mais que seja atraente, brilhante e colorido. Insista em manter fidelidade ao Novo Testamento em todas as circunstâncias da vida.